Por JÚNIOR GONÇALVES
21 de julho de 2016 às 20H42
A polícia
brasileira deteve dez membros de um grupo que alegou estar preparando atos de
terrorismo duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos.
Eles não eram
membros do denominado Estado Islâmico, mas tentaram contatar o grupo, disseram
os oficiais.
O Ministro da
Justiça Alexandre Moraes disse que o grupo estava na etapa de planejamento de
um ataque e a polícia agiu como uma medida preventiva.
Moraes
descreveu a célula como "completos amadores" e
"despreparados" para iniciar um ataque.
Todos aquelas
pessoas detidas eram brasileiras e mais dois suspeitos estavam sendo
procurados, ele disse.
Eles foram
detidos em dez estados diferentes e têm mantido contato por serviços de
mensagem como o WhatsApp.
Os membros do
grupo tentaram fizeram uma tentativa de contato com um fornecedor de armas no
país vizinho, Paraguai, a fim de conseguir fuzis de assalto AK-47, mas não
houve provas de qualquer compra.
Foi convocada
uma reunião de emergência do gabinete brasileiro.
Mais de 80
mil policiais e soldados farão a patrulha nas ruas cariocas para os jogos, que se
encerram no dia 21 de agosto.
O Governo
Federal disse, na última semana, que estava liberando R$78 milhões extras para
reforçar a segurança em torno das Olimpíadas.
O Comitê
Olímpico Internacional concluiu recentemente que o Rio de Janeiro superou os
contratempos e estava "pronto para receber o mundo" para as
Olimpíadas de 2016.
Houve receio
sobre o preparo do Rio por conta dos atrasos nas obras, do Zika vírus e da
crise política.
Numa coletiva
de imprensa, o Ministro da Justiça disse que havia uma "probabilidade
mínima de um ato terrorista durante as Olimpíadas do Rio".

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