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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Olimpíadas no Brasil: dez pessoas detidas por 'tramarem terrorismo'

Por JÚNIOR GONÇALVES
21 de julho de 2016 às 20H42

A polícia brasileira deteve dez membros de um grupo que alegou estar preparando atos de terrorismo duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos.

Eles não eram membros do denominado Estado Islâmico, mas tentaram contatar o grupo, disseram os oficiais.

O Ministro da Justiça Alexandre Moraes disse que o grupo estava na etapa de planejamento de um ataque e a polícia agiu como uma medida preventiva.

Moraes descreveu a célula como "completos amadores" e "despreparados" para iniciar um ataque.

Todos aquelas pessoas detidas eram brasileiras e mais dois suspeitos estavam sendo procurados, ele disse.

Eles foram detidos em dez estados diferentes e têm mantido contato por serviços de mensagem como o WhatsApp.

Os membros do grupo tentaram fizeram uma tentativa de contato com um fornecedor de armas no país vizinho, Paraguai, a fim de conseguir fuzis de assalto AK-47, mas não houve provas de qualquer compra.

Foi convocada uma reunião de emergência do gabinete brasileiro.

Mais de 80 mil policiais e soldados farão a patrulha nas ruas cariocas para os jogos, que se encerram no dia 21 de agosto.
 

O Governo Federal disse, na última semana, que estava liberando R$78 milhões extras para reforçar a segurança em torno das Olimpíadas.

O Comitê Olímpico Internacional concluiu recentemente que o Rio de Janeiro superou os contratempos e estava "pronto para receber o mundo" para as Olimpíadas de 2016.

Houve receio sobre o preparo do Rio por conta dos atrasos nas obras, do Zika vírus e da crise política.

Numa coletiva de imprensa, o Ministro da Justiça disse que havia uma "probabilidade mínima de um ato terrorista durante as Olimpíadas do Rio".

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A crise do Zika vírus força mulheres a desafiar a lei do aborto no Brasil

Por JÚNIOR GONÇALVES
20 de julho de 2016 às 19H40

Grupos de mulheres brasileiras estão prontos para desafiar as leis contra o aborto na esperança de fazer um aborto legal e seguro possível para mulheres em risco de darem à luz a bebês com deficiências após a exposição ao Zika vírus.

"As mulheres deveriam poder decidir e ter acesso aos meios para interromper a gravidez porque elas estão enfrentando sérios riscos de ter bebês com microcefalia e, também, portadores de graves distúrbios mentais durante a gestação. Elas não deveriam ser forçadas a prosseguirem com a gravidez diante das circunstâncias", disse Beatriz Galli, uma advogada em direitos humanos e bioética que trabalha para o Ipas, um grupo dedicado a erradicar o aborto inseguro.

Os advogados das organizações apresentarão uma contestação jurídica no Supremo Tribunal Federal na primeira semana de agosto, quando o Supremo retoma as suas atividades após o recesso. Eles são coordenados pelo Anis Instituto de Bioética, o qual pela igualdade das mulheres e pelos direitos reprodutivos.

Os grupos receberam uma opinião dos advogados da Universidade de Yale nos Estados Unidos, que alegam que as políticas governamentais brasileiras sobre o Zika e a microcefalia têm violado os direitos humanos das mulheres. O governo "falhou em decretar medidas adequadas para garantir que todas as mulheres tenham acesso a informações e alternativas completas de saúde reprodutiva, como requisitado pelas obrigações de direitos humanos e de saúde pública do Brasil", analisa a Global Health Justice Partnership, que é uma iniciativa conjunta da Yale Law School e da Yale School of Public Health.

Também é crucial o manejo da epidemia no Brasil. A sua "falha em garantir infraestrutura adequada, recursos para a saúde pública e programas de controle do mosquito em certas áreas tem agravado consideravelmente o Zika e as epidemias de microcefalias relacionadas ao Zika, especialmente entre mulheres pobres de minorias raciais", diz a análise.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, desde 7 de julho, foram relatados 1.638 casos de microcefalia – uma cabeça pequena de forma anormal – e outras deficiências cerebrais no Brasil. As mulheres que não querer prosseguir com a sua gestação por terem sido infectadas, mesmo com um exame comprovando deficiências no cérebro do bebê, não podem escolher uma forma legal de interrupção da gravidez. Há provas de um aumento nos abortos precoces com o uso de pílulas compradas na internet e o receio de que o número de abortos ilegais e inseguros também aumentará.

Galli disse que já houve cerca de 200 mil hospitalizações de mulheres que foram submetidas a abortos clandestinos a cada ano e uma suspeita de um milhão de abortos ilegais antes da epidemia. "Sabemos que há clínicas operando em condições pobres e de baixa-renda no Rio e as mulheres estão pagando muito dinheiro e arriscando as suas vidas", ela disse.


Os ativistas que querem mudar a lei são encorajados por uma decisão do Supremo Tribunal decretada em caso de bebês com anencefalia em 2012. Essa é uma condição em que o feto se desenvolve sem um cérebro, tornando impossível que o bebê nasça com vida. O caso levou oito anos, mas o Supremo acabou votando em oito votos a favores e dois contra o aborto legal nessas circunstâncias.

Antes da decisão, houve duas exceções à proibição do aborto no Brasil – quando a vida da gestante estava em risco e quando ela havia sido estuprada. A anencefalia se tornou a terceira, mas os ativistas reconhecem que isso não é um precedente comum.

Debora Diniz, cofundadora do Anis e professora de lei na Universidade de Brasília, disse que estava confiante de que o Supremo entenderia que a situação se trata de uma emergência.  Elas não estavam pedindo pela legalização do aborto, ela disse, mas "terem o direito do aborto no caso da infecção pelo Zika durante a epidemia".

"Não é um aborto no caso de malformação congênita. É o direito de abortar no caso de ser infectada pelo Zika vírus, sofrendo estresse mental por que estar nessa situação terrível e quase não ter respostas sobre como planejar e ter uma gestação segura", ela disse.

Os ativistas têm cinco exigências: boas informações para as mulheres gestantes, melhorias no acesso ao planejamento familiar, dar repelentes de mosquitos às mulheres, melhores políticas sociais para ajudar crianças portadoras de deficiência causada pelo Zika e suporte financeiro aos pais.

Diniz destaca que as pessoas mais atingidas são as pobres. "A sensação em meu bairro bem de vida (em Brasília) é que está tudo bem", ela disse. As pessoas nunca encontraram uma mulher com Zika nem viram um bebê com deficiências neurológicas. Mas, quando ela vai às clínicas em áreas mais atingidas, como Campina Grande, no nordeste, tudo gira em torno do Zika.

"Temos dois países em um só país", ela disse. "Essa é uma emergência de mulheres desconhecidas. O problema é que elas eram desconhecidas antes da epidemia. Eu não estou sendo oportunista. Nós temos uma epidemia e a epidemia mostra o lado da desigualdade brasileira".


terça-feira, 19 de julho de 2016

STF derruba o bloqueio do WhatsApp

Por JÚNIOR GONÇALVES
19 de julho de 2016 às 23H06

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma sentença que bloqueou o aplicativo mensageiro WhatsApp em território brasileiro por algumas horas no dia de hoje.

De acordo com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, a sentença dada pela juíza Daniela Barbosa, do Rio de Janeiro, viola a liberdade de expressão, de comunicação e de manifestação de opinião.

Seguindo a decisão do STF, o serviço foi disponibilizado novamente pelas operadoras de telefonia do país, que haviam bloqueado o aplicativo desde as duas horas da tarde.

Lewandowski acrescentou que a proibição foi "inadequada". A Juíza Barbosa vem exigindo que as conversações envolvendo pessoas sob investigação criminal sejam transmitidas à polícia em tempo real antes que ocorra a criptografia das mensagens.

"Não parece sensato permitir que (a decisão da Juíza Barbosa) siga em frente, uma vez que isso cria insegurança jurídica entre os usuários do serviço, deixando milhões de brasileiros incapazes de se comunicarem com os outros", escreveu Lewandowski.



A Juíza Barbosa, em contrapartida, disse que o Facebook, proprietário do WhatsApp, não pode agir como se estivesse acima da Lei.

"(O Facebook) vê a si mesmo acima da Lei brasileira. O Brasil lidera o segundo lugar em termos de usuários do WhatsApp ao redor do mundo. Assim, eles chegam aqui, oferecem o serviço, lucram com isso e querem estar à margem da Lei?", disse a Juíza a um portal de notícias brasileiro.

O WhatsApp é uma ferramenta de comunicação fundamental para quase metade da população brasileira, pois muitos usam o serviço para o trabalho. O serviço foi bloqueado no Brasil em outras ocasiões durante o último ano por juízes do país, todos com o mesmo fundamento.

Hoje cedo, o Ministro da Justiça Alexandre Moraes disse que ele tentaria e encontraria uma forma de impedir que essas proibições sejam executadas.

"Nós acabamos ficando presos entre os dois lados do debate. Por um lado, há falha em fornecer informações por aqueles que contêm informações realmente necessárias na luta contra o crime organizado e, por outro lado, quando há a necessidade de uma proibição, isso afeta milhões de pessoas", disse Moraes aos jornalistas em uma coletiva de imprensa.


"Precisamos regularizar isso. Nós estamos desenvolvendo um projeto para que, assim, haja um meio termo, na medida em que a empresa que contém as informações precise ter um escritório registrado no Brasil, o qual permita tecnicamente fornecer as informações brasileiras", acrescentou o Ministro.

Fonte: [http://www.zdnet.com/article/brazilian-supreme-court-overthrows-whatsapp-ban/]

Um blogue de notícias ao seu alcance sempre!

Por TELA DE NOTÍCIAS
19 de julho de 2016 às 22h20

O Tela de Notícias é um blogue criado por Júnior Gonçalves, formado em Tradução e Interpretação pelas Faculdades Metropolitanas Unidas em 2015.

A ideia do blogue é criar um portfólio com as traduções jornalísticas produzidas por ele ao mesmo tempo em que isso possibilita a transmissão de notícias internacionais por um canal ao qual todos estão conectados: a internet.